5ª Edição do Prémio de Literatura Juvenil Ferreira de Castro consulte aqui o regulamento.
José Maria Ferreira de Castro nasceu no lugar de Salgueiros, concelho de Oliveira de Azeméis, em 24/5/1898, numa família de camponeses pobres. Devido à morte prematura do pai, quando tinha apenas 8 anos, e às dificuldades económicas, teve que emigrar para o Brasil em 1911.
Durante quatro anos trabalhou no armazém do seringal "Paraíso", na selva amazónica, em pleno período da borracha. Essa experiência permitiu-lhe escrever mais tarde aquela que é considerada a sua obra-prima - A Selva (1930). Em seguida fixou-se em Belém do Pará. Aqui dedicou-se ao jornalismo, procurando garantir a subsistência com trabalhos braçais ocasionais. Em 1917 fundou o semanário "Portugal" e escreveu o seu primeiro romance, Criminoso por Ambição e uma peça de teatro, Alma Lusitana (1916).
Em 1919 regressou a Portugal e estabeleceu-se em Lisboa, continuando a sua actividade jornalística. Fundou a revista "A Hora" (1922) e o magazine "Civilização", este com a colaboração de Campos Monteiro (1928). Colaborou também em outras publicações: "O Século", "ABC", "O Diabo", "Imprensa Livre", "O Tempo". O desafogo económico que tinha procurado inutilmente no Brasil, também não o alcançou aqui.
Entre 1922 e 1928 publicou várias novelas que mais tarde se recusou a incluir nas "Obras Completas".
O romance Eternidade (1933) reflecte a experiência dolorosa da morte da primeira mulher, Diana de Lis.
A atenção dada aos humildes nos seus romances iniciais (Emigrantes, A Selva) permanece nas obras posteriores, fazendo dele um precursor do neo-realismo.
Faleceu no Porto em 29/6/1974.