Jornal - O Ardina -

domingo, 4 de janeiro de 2009

A Fada Oriana

Sinopse
(…) Oriana levantou-se e, com a cara coberta de lágrimas e as mãos cheias de terra, pediu à Rainha das Fadas: -Dá-me outra vez as minhas asas! Dá-me outra vez a minha varinha de condã… (…)Oriana levantou-se e, com a cara coberta de lágrimas e as mãos cheias de terra, pediu à Rainha das Fadas:-Dá-me outra vez as minhas asas! Dá-me outra vez a minha varinha de condão! Perdoa-me a minha vaidade. Eu sei que faltei à minha promessa, sei que abandonei os homens, os animais e as plantas. O peixe encheu-me de vaidade com os seus elogios. Olhei tanto para mim que me esqueci de tudo. Mas dá-me outra vez as minhas asas. Eu quero voltar a ser como dantes. Quero voltar ajudar, os homens, os animais e as plantas. Mas sem varinha de condão e sem asas eu não posso ser fada. Preciso das asas para voar ao encontro de quem me chama; preciso da varinha de condão para poder ajudar os que precisam de mim.(…)

Ulisses

Sinopse

Foi Homero, poeta grego, quem contou no seu livro Odisseia as façanhas de Ulisses, rei de Ítaca, adorado por todos os que o conheciam. Muitas e estranhas foram as viagens que fez à volta do mundo de então e de si próprio. A sua fama correu de boca em boca e todos o consideravam como o mais manhoso dos mortais e o mais valente marinheiro. Grande parte da sua vida passou Ulisses navegando de aventura em aventura, por entre Ciclopes e Sereias encantatórias ou tentando libertar-se da misteriosa Feiticeira Circe para regressar à sua fiel Penélope. Diz-se que nesses tempos de antigamente, não houve homem que mais sofresse e mais feliz fosse, do que o espantoso Ulisses.

O Segredo do Rio

Sinopse

À inquietação de um dos filhos em saber por que é que as estrelas não caem do céu, Miguel Sousa Tavares escreveu O Segredo do Rio, um conto que é já uma referência obrigatória na literatura infantil em Portugal.Mas que segredos pode esconder um rio? À primeira vista, esta é a história de amizade entre um rapaz que vive sozinho no campo e um peixe (uma carpa) que vive no ribeiro para onde o rapaz ia brincar. No final, percebemos que o grande segredo do rio está consagrado na gratidão que os une.Sem uma vertente moralista, esta é uma obra de aprendizagem da vida e dos seus mistérios, das relações humanas e da descoberta de sentimentos. Escrita há seis anos atrás, é agora reeditada pela Oficina do Livro, tendo Fernanda Fragateiro renovado as ilustrações, aumentando ainda mais a magia deste livro.

O Principezinho

Sinopse

Antoine de Saint-Exupéry publicou pela primeira vez «O Principezinho» em 1943, quando recuperava de ferimentos de guerra em Nova Iorque, um ano antes do seu avião Lockheed P-38 ter sido dado como desaparecido sobre o Mar Mediterrâneo, durante uma missão de reconhecimento. Mais de meio século depois, a sua fábula sobre o amor e a solidão não perdeu nenhuma da sua força, muito pelo contrário: este livro que se transformou numa das obras mais amadas e admiradas do nosso tempo, é na verdade de alcance intemporal, podendo ser inspirador para leitores de todas as idades e de todas as culturas.O narrador da obra é um piloto com um avião avariado no deserto do Sahara, que, tenta desesperadamente, reparar os danos causados no seu aparelho. Um belo dia os seus esforços são interrompidos devido à aparição de um pequeno príncipe, que lhe pede que desenhe uma ovelha. Perante um domínio tão misterioso, o piloto não se atreveu a desobedecer e, por muito absurdo que pareça - a mais de mil milhas das próximas regiões habitadas e correndo perigo de vida - pegou num pedaço de papel e numa caneta e fez o que o principezinho tinha pedido. E assim tem início um diálogo que expande a imaginação do narrador para todo o género de infantis e surpreendentes direcções. «O Principezinho» conta a sua viagem de planeta em planeta, cada um sendo um pequeno mundo povoado com um único adulto. Esta maravilhosa sequência criativa evoca não apenas os grandes contos de fadas de todos os tempos, como também o extravagante «Cidades Invisíveis» de Ítalo Calvino. Uma história terna que apresenta uma exposição sentida sobre a tristeza e a solidão, dotada de uma filosofia ansiosa e poética, que revela algumas reflexões sobre o que de facto são os valores da vida.

Falar Verdade a Mentir

Sinopse

Falar a Verdade a Mentir é o título duma peça escrita por Almeida Garrett em 1825. Foi publicada em 1830.A acção deste drama desenrola-se em Lisboa, no século XIX. Foi representada pela primeira vez em Lisboa, no Teatro Tália, pela sociedade particular do mesmo nome, em 7 de Abril de 1845. A peça contém apenas um acto (acto único) e é composta por dezassete cenas.José Félix, o criado particular de um General, tudo fará para tornar credíveis as mentiras de Duarte, pretendente de Amália. No meio de tudo isto existe um motivo: desse casamento depende o casamento de José Félix com Joaquina, que por acaso até tem um dote.Brás Ferreira, pai de Amália, encontra-se definitivamente preparado para apanhar Duarte numa das suas muitas mentiras. Se tal se vier a suceder, está determinado a cancelar o casamento da sua amada filha com Duarte.Quanto a Duarte, acaba por ficar convencido de que não diz senão verdades.A obra era uma crítica cómica à sociedade da altura e, ainda hoje, conserva o seu humor refinado.


O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá

Sinopse


Jorge Amado escreveu O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá em 1948, para o seu filho João Jorge, quando este completou um ano de idade. O texto andou perdido, e só em 1978 conheceu a sua primeira edição, depois de ter sido recuperado pelo filho e levado a Carybé para ilustrar. Contrariando todas as ilações que se possam tirar do título, é uma história com base infantil, mas escrutinando o seu conteúdo atentamente, conseguimos distinguir afiadas golpadas à sociedade actual e aos valores morais já não utilizados pelo Homem. Está também presente em toda a narrativa, uma feroz crítica ao preconceito; à não marginalização.



Com ilustrações belíssimas, para um belíssimo texto, a história de amor do Gato Malhado e da Andorinha Sinhá continua a correr mundo fazendo as delícias de leitores de todas as idades.

Recados de Mãe

Sinopse

«Pode ser que a Mãe tenha pedido a esse pássaro para ir ter contigo à tua sala, para te fazer companhia...A ideia era boa de mais, mas tão apetecível que não resisti a perguntar:- Achas que a Mãe, agora, pode falar com os pássaros, Clara?...- Porque é que não há-de poder? Ela não está no Céu? Os pássaros não andam por lá também? Então?!Os olhos encheram-se-me de lágrimas da mais pura alegria.»
A cumplicidade entre duas irmãs e a sua capacidade para enfrentar a mais difícil situação das suas vidas é o tema deste novo livro da autora dos conhecidos sucessos editoriais A Lua de Joana (18 edições) e O Guarda da Praia (11 edições).