Jornal - O Ardina -

domingo, 4 de janeiro de 2009

Falar Verdade a Mentir

Sinopse

Falar a Verdade a Mentir é o título duma peça escrita por Almeida Garrett em 1825. Foi publicada em 1830.A acção deste drama desenrola-se em Lisboa, no século XIX. Foi representada pela primeira vez em Lisboa, no Teatro Tália, pela sociedade particular do mesmo nome, em 7 de Abril de 1845. A peça contém apenas um acto (acto único) e é composta por dezassete cenas.José Félix, o criado particular de um General, tudo fará para tornar credíveis as mentiras de Duarte, pretendente de Amália. No meio de tudo isto existe um motivo: desse casamento depende o casamento de José Félix com Joaquina, que por acaso até tem um dote.Brás Ferreira, pai de Amália, encontra-se definitivamente preparado para apanhar Duarte numa das suas muitas mentiras. Se tal se vier a suceder, está determinado a cancelar o casamento da sua amada filha com Duarte.Quanto a Duarte, acaba por ficar convencido de que não diz senão verdades.A obra era uma crítica cómica à sociedade da altura e, ainda hoje, conserva o seu humor refinado.


O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá

Sinopse


Jorge Amado escreveu O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá em 1948, para o seu filho João Jorge, quando este completou um ano de idade. O texto andou perdido, e só em 1978 conheceu a sua primeira edição, depois de ter sido recuperado pelo filho e levado a Carybé para ilustrar. Contrariando todas as ilações que se possam tirar do título, é uma história com base infantil, mas escrutinando o seu conteúdo atentamente, conseguimos distinguir afiadas golpadas à sociedade actual e aos valores morais já não utilizados pelo Homem. Está também presente em toda a narrativa, uma feroz crítica ao preconceito; à não marginalização.



Com ilustrações belíssimas, para um belíssimo texto, a história de amor do Gato Malhado e da Andorinha Sinhá continua a correr mundo fazendo as delícias de leitores de todas as idades.

Recados de Mãe

Sinopse

«Pode ser que a Mãe tenha pedido a esse pássaro para ir ter contigo à tua sala, para te fazer companhia...A ideia era boa de mais, mas tão apetecível que não resisti a perguntar:- Achas que a Mãe, agora, pode falar com os pássaros, Clara?...- Porque é que não há-de poder? Ela não está no Céu? Os pássaros não andam por lá também? Então?!Os olhos encheram-se-me de lágrimas da mais pura alegria.»
A cumplicidade entre duas irmãs e a sua capacidade para enfrentar a mais difícil situação das suas vidas é o tema deste novo livro da autora dos conhecidos sucessos editoriais A Lua de Joana (18 edições) e O Guarda da Praia (11 edições).

Quase Adolescente

Sinopse

Cada animal tem características próprias que, por vezes, muito se assemelham às dos seres humanos. O berbigão Fabião é um "jovem" sempre metido na casca, a Miss Lisete é uma baleia que não come para não engordar, o camaleão descobriu uma borbulha no nariz... São 78 poemas que, com humor e o apoio de ilustrações, recriam tipos humanos bem conhecidos de todos nós.

A Lua de Joana

Sinopse
Este livro conta a história de uma rapariga chamada Joana que perdeu a sua melhor amiga Marta que morreu de overdose. É uma espécie de diário (apesar de não o ser) porque Joana escreve cartas para uma amiga que já morreu. Conta-lhe todos os acontecimentos do seu dia-a-dia. É interessante ver o desenrolar da vida desta personagem, como ela se transforma ao longo dos dias e dos anos. Apesar de tudo, este livro mostra-nos a realidade dos dias de hoje: o grande flagelo que a droga é para todos - para a família, para os amigos e para a própria pessoa que comete esse erro. Joana é também uma excelente aluna, reconhecida por todos e acarinhada pelos professores e amigos, mas a sua melhor amiga já não faz parte da escola, já não faz parte, da turma, já nem partilha a sua mesa nas salas de aula. No decorrer desta história Joana tenta agir com normalidade apoiando-se sempre na sua avó, sendo esta sua única conselheira. Este livro age também como alerta aos pais desatentos. Ora, os de Joana sentiam nela uma pessoa adulta responsável, logo pensavam que não tinham que se preocupar com ela, digamos que também não eram propriamente presentes. O seu pai é um médico prestigiado, passa a vida fora em reuniões, visitas ao domicílio e raramente está presente no seu dia-a-dia ou em casa; já a sua mãe é dona de um pronto-a-vestir, preocupadíssima com seu outro filho, irmão de Joana, cuja relação era um tanto ou quanto critica. Joana chamava-o de “Pré-histórico”, pelos trajes e visual que habitualmente usava, pela decoração do quarto, que estava sempre num caos. Há um pormenor que não pode esquecer-se - no meio do quarto de Joana há uma lua suspensa do tecto por uma corrente, um baloiço imaginado construído só para Joana. Quando ela quer pensar, coloca o baloiço em posição de quarto crescente, e quando está triste roda-o para quarto minguante e ali se senta até que a tristeza lhe passe.
Recomendado para filhos e pais …

Os Herdeiros da Lua de Joana

Sinopse

Os Herdeiros da Lua de Joana é uma peça de teatro na qual Maria Teresa Maia Gonzalez retoma as personagens de A Lua de Joana no momento do seu luto pela perda irreparável que sofreram. Nesta peça as personagens confrontam-se entre si, transmitindo uma advertência contra o uso de drogas que é cada vez mais importante nos tempos que correm. Trata-se de um texto dramático dirigido principalmente às escolas, uma vez que foram muitas as que levaram à cena a dramatização de A Lua de Joana. Sendo Os Herdeiros da Lua de Joana um texto propositadamente escrito para ser representado, a tarefa de levar ao palco da escola uma dramatização ficará bastante facilitada.

O Irmão de Joana

Sinopse
Domingos é um mulato de dezasseis anos que nasceu em Angola e vive em Lisboa com os pais adoptivos de raça branca. Ele e a irmã, Joana, são o núcleo afectivo de um casal de médicos. Tal como muitos rapazes e raparigas de cor, Domingos vai viver a terrível realidade da diferença, transportando aos ombros essa carga demasiado pesada que só pode aligeirar com um grito desarticulado reclamando justiça.

Não sei quem sou. Não conheço o lugar de onde venho. Não sei aonde irei parar, disse um dia, desesperado, Domingos. Até ao encontro desse Eden do amor chamado Noor, uma rapariga indiana, tão bonita por dentro como por fora, que o destino pôs no seu caminho para que ele, sem perder as suas origens, não curtisse mais o silêncio dos despojados da sorte.